Professores votam pela MANUTENÇÃO DA GREVE, em Assembleia hoje, por unanimidade

Rio, 15/7/2013
A Assembleia de hoje (15/7), ocorrida no Sinpro-Rio, deliberou por unanimidade a greve dos professores da UniverCidade, com indicação de retorno imediato às atividades docentes assim que for efetuado o pagamento do salário de junho e 1/3 das férias de 2011. São 15 dias de atraso do salário de junho, mais 530 dias referentes às férias de 2011 até a data de hoje.
Diante do cenário de incertezas e expectativas, não restou à Adoci levar ao conhecimento da categoria para, juntos, inclusive após reunião com os gestores, com o MEC e com o Sinpro-Rio, que ocorreu antes da Assembleia,  levar à categoria o conhecimento dos fatos reais: O Grupo Galileo não tem dinheiro para cumprir a promessa feita; o Banco Mercantil do Brasil não autorizou o empréstimo ao gestores das duas IES.
Vimos lutando incansavelmente pelo cumprimento dos acordos feitos pelos gestores e, principalmente, pelos direitos e respeito aos professores. Porém, de forma capciosa, a direção vem conduzindo suas atitudes de forma velada, fazendo inclusive ameaças por e.mail, aos coordenadores sobre o suposto marketing negativo da imagem da instituição, com a determinação da greve, induzindo-os a utilizar pressão aos professores para não aderirem à greve. Como se a única arma que os trabalhadores têm, que é a greve, fosse a causa e não o efeito de uma administração desastrosa, desrespeitosa, onde nem os estudantes são aliviados da mão pesada do descaso, quando se deparam com aumento das mensalidades, suspensão das bolsas de estudo e dos benefícios oferecidos pelos gestores para aqueles que foram obrigados a estudar em outra Unidade, longe dos seus locais de origem.
Em se falando de marketing negativo, este está muito mais ligado à falta de divulgação do vestibular, pela instituição, do que a questão do posicionamento dos professores. Nas duas edições do processo seletivo, por exemplo, a instituição não conseguiu admitir sequer 20% de participantes em relação ao número de vagas oferecidos na totalidade dos cursos da UniverCidade, das três Unidades.

E ainda assim, vimos com tristeza, colegas de trabalho agindo segundo seu próprio interesse, vislumbrando o próprio umbigo, sem se importar com o coletivo e sim com seus assuntos pessoais, sabedores de que, ao haver benefício para a categoria, serão também beneficiados.  Colegas furando a greve, passando por cima de uma decisão de Assembleia, aplicando prova, recebendo trabalhos por e.mail, fazendo aluno assinar Ata de Avaliação, como se nada estivesse acontecendo.
Alertamos a esses colegas que as decisões individualistas não terão o apoio da Adoci, sejam quais forem suas consequências. Segundo parecer do Jurídico da Adoci, no Direito existe um termo chamado Sina lágrima, é uma obrigação de ambas as partes.Se o professor aplica a prova, a instituição pode cobrar dele o lançamento da nota. Se o professor não aplica a prova, a instituição não pode cobrar a segunda nota, porque ele não aplicou a prova em função da greve, que é legítima.  Àqueles professores que estão aplicando a prova, a despeito da decisão de greve, mas que retém a nota para ser lançada após a greve, a instituição pode até demiti-los por justa causa, pois eles aplicaram a prova,e não lançaram a nota; logo, estão descumprindo uma obrigação contratual, trabalhista. Não lançar a nota e reter a prova e a Ata de Presença, caracteriza retenção de documento, o que vai contra o direito do aluno, que assinou o documento e fez a prova, tendo o direito a obter a prova para si. O aluno pode entrar com ação no Juizado Especial, e o juiz, por sua vez, emitirá uma liminar, obrigando a instituição a lançar a nota e devolver o documento ao aluno, sendo passível  ao professor  ser demitido por justa causa.
Com relação ao e.mail da reitoria, que lembra os coordenadores que eles têm autonomia sobre o curso, não se esqueçam de que existe um ESTATUTO que reza que para demitir professor, é preciso ter a aprovação do Conselho Universitário, do qual dois diretores da Adoci fazem parte. Outro fator importante, é que existe um TERMO DE COMPROMISSO assinado pela instituição que não pode demitir professores até JULHO DE 2014.
Atraso dos salários

O grupo Galileo, após diversas promessas de pagamento referente ao salário de Junho, que deveria ter sido concretizado no quinto dia útil do mês de Julho, (5/7), não cumpriu com o Termo de Compromisso firmado em Abril deste ano. Foi a partir deste termo que os professores resolveram, em votação, retornarem às salas de aula, pois já estavam há três meses sem receber seus salários e o documento se comprometia junto ao MEC e ao Sinpro-Rio a efetuar os pagamentos nas datas estipuladas pelos gestores. Em função disso, os professores acreditaram no cumprimento integral do acordo, por parte do Grupo Gestor, porém, constataram que, com o passar dos meses,o ato de cumprir os prazos se distanciava cada vez mais.
O pagamento de abril, por exemplo, foi feito de forma parcial, caindo uma parte na data marcada, outra parte após a meia-noite. Já o pagamento de maio, foi pago no sexto e no sétimo dia, também de forma parcelada e após insistentes contactos da Adoci com o grupo gestor. O mês de junho foi o ápice do atraso, pois a instituição só se pronunciou oficialmente no dia 12/7, quando convocou as associações dos docentes (Adoci e Adgf) e os representantes dos funcionários para comunicar que estavam em negociação com o Banco Cédula, formalizando empréstimo consignado por 40 anos, dando um prédio como garantia (o qual não foi informado endereço, nem o proprietário) e alegando que há uma inadimplência de aproximadamente 40% dos alunos tanto da UGF quanto da UC. Até então, a Adoci se pronunciava aos docentes de forma complacente, certa de que cumpririam com a promessa de pagamento no dia 10, depois, 12/7, para ter a notícia de que o pagamento poderá sair ou não nesta semana, sem ter uma resposta por parte dos gestores de uma data que já extrapolou o prazo contido no Termo de Compromisso.

Uma resposta

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