RESULTADO DA REUNIÃO COM O MEC, EM BRASÍLIA, 15/1

“AINDA NÃO ACABOU. A LUTA CONTINUA”

MEC mantém descredenciamento das IES UC e UGF e prepara um novo modelo de transferência assistida.

A reunião com o MEC nesta quarta-feira, dia 15/1, foi marcada por grande debate promovido pelo Sinpro-Rio, Adoci e ADGF sobre o descredenciamento das IES UC e UGF. Na oportunidade as entidades mantiveram a posição contrária à ação, porém o MEC manteve a portaria, admitindo que a reversão da decisão só poderá acontecer por intervenção judicial do Ministério Público Federal ou por recurso da mantenedora, após análise do CNE (Conselho Nacional de Educação).

O presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quedo, sustentou que as entidades continuarão contra o descredenciamento e para tanto aguardam a decisão do MPF sobre o pedido de intervenção. Quanto ao manifesto sobre federalização, o Sinpro-Rio vai convidar os reitores federais para um amplo debate para análise e aprofundamento com uma proposta concreta sobre a questão.   O secretário da SERES, Jorge Messias, no entanto,  declarou ser inconstitucional tal medida por parte do governo.

Sobre o semestre 2013.2 o MEC considera encerrado com o descredenciamento, admitindo analisar a situação dos alunos formandos.

O presidente da Adoci, Sidnei Amaral, ao solicitar esclarecimentos sobre os estudantes e os postos de trabalho, teve como resposta que o MEC anunciara uma nova modalidade para transferência assistida: “Na próxima segunda-feira teremos uma audiências pública com várias instituições do Rio de Janeiro e, provavelmente na quinta-feira, dia 16, publicaremos o edital público para receber as propostas das universidades interessadas em receber os estudantes. Criaremos um sistema de pontuação por quesitos, onde as questões curriculares, localização, valor da mensalidade, certidões negativas do Ministério do Trabalho e Emprego assim como capacidade e interesse em contratar docentes das IES descredenciadas” declarou Messias. Segundo o secretário, o MEC está criando uma nova modalidade de transferência assistida, onde o corpo docente terá a oportunidade de contratação (item com forte peso na pontuação final), por parte da instituição que, porventura, seja aprovada para receber os estudantes.

O presidente da ADGF, Crisóstomo Peixoto, foi enfático ao afirmar que a medida do MEC foi na hora errada, deixando toda a comunidade acadêmica da UGF insatisfeita. Peixoto cobrou ainda do secretário a afirmação sobre a baixa qualidade da educação como um dos principais motivos para o descredenciamento. Jorge Messias argumentou que tal referência é em função do que o Grupo Galileo estava proporcionando, deixando claro que os professores são vítimas e que o corpo docente é de alta capacidade e que merece todos os elogios e que jamais poderão ser responsabilizados pela medida.

“AINDA NÃO ACABOU. A LUTA CONTINUA”

Diretoria da ADOCI

 

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