RESULTADO DA ASSEMBLEIA DO DIA 24/7

Na tarde do dia 24 de julho de 2015, a ADOCI reuniu 60 professores em Assembleia no Espaço Ideal,
Centro do Rio, para abordar assuntos relacionados às questões trabalhistas e, pirncipalmente sobre o
Plano de Recuperação Judicial, proposto pelo Grupo Galileo.

Procediemntos da ADOCI nos últimos meses, valores oferecidos e prazos para respostas, ações
judiciais com e sem sentenças e procedimentos, assim como orientação jurídica foram tratados na
reunião.

Na abertura da Assembleia, iniciada pelo seu presidente, Sidnei Amaral, foi esclarecida a situação da
Associação, que tem se mantido com recursos próprios do presidente e contado com o trabalho
voluntário de seus diretores. “Se deixarmos correr à revelia , será muito pior do que o que está
acontecendo” frisou Amaral.

A orientação da Adoci é de que os professores que não concordarem com os cálculos apresentados
pelo Grupo Galileo, dêem entrada no escritório do Grupo no prazo de 15 dias após a apresentação
oficial junto à Justiça. O endereço do escritório de advocacia do Grupo onde deverá ser apresentado
o documento de impugnação é Avenida Rio Branco, 143 – Centro do Rio. O atendimento está sendo
feito pelo dr. Gustavo Banho Licks, do escritório Licks Associados.

Em novembro próximo haverá um seminário entre a Galileo Educacional e funcionários das duas
instituições de ensino superior (IES) para que eventuais dúvidas sejam tiradas. Credores estavam na
expectativa de uma assembleia no último dia 23 de julho, mas a mesma não aconteceu. Para que os
gestores possam colocar o plano de recuperação judicial, será preciso que os credores o aprovem.

Na terça-feira passada (21/7), a Adoci se reuniu com os gestores, e pediu que fosse explicado em
detalhes o que seria pago pela recuperação judicial. Um dos questionamentos foi por que a
mantenedora não reconhecia a sucessão das dívidas trabalhistas, mas, sim, perante os imóveis, que
ainda estão em nome das antigas mantenedoras. No caso da UGF, a Sociedade Universitária Gama
Filho (SUGF), e no da UniverCidade, a Associação Educacional São Paulo Apóstolo (Assespa). O
mantenedor disse reconhecer ambas as sucessões. É sabido que com a aquisição das duas
instituições, a gestora assumiu tanto seus ativos quanto seus passivos. O grupo empresarial afirmou
ter negociado junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) um plano de execuções trabalhistas.

A Adoci também questionou sobre o arresto de bens das duas IES a favor do ex-diretor da Galileo
Educacional Ricardo Magro, da Magropar, grupo que controla a Refinaria de Manguinhos. Em
reportagem recente, a revista ‘Isto É’ informou que a Polícia Federal, em suas investigações,
desconfia que dinheiro do Postalis – o fundo de pensão dos Correios – possa ter ido parar nas contas
do empresário. Os gestores admitiram as ações judiciais, mas não entraram em detalhes.

A Associação informou também que o advogado Alex Porto não é mais o presidente da Galileo
Educacional. Atualmente responde como advogado do Grupo.

Anúncios